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Criança andando na ponta dos pés: quando é normal e quando investigar

Dr. Leonardo Cury Abrahão · CRM-MG 32435 · RQE 1697719 de setembro de 20264 min de leitura

Imagem ilustrativa.

É frequente que pais notem a criança andando na ponta dos pés. Na maioria das vezes isso faz parte do aprendizado da marcha — mas, em alguns casos, pode ser o primeiro sinal de uma condição que merece investigação.

Quando costuma ser normal

Nos primeiros meses depois que a criança começa a andar, é comum alternar passos na ponta dos pés com passos apoiando o pé inteiro. Com o amadurecimento do equilíbrio e da coordenação, o padrão tende a se normalizar, em geral até os 2 a 3 anos.

Há também crianças saudáveis que mantêm o hábito por mais tempo sem nenhuma causa identificável — a chamada marcha na ponta dos pés idiopática. Mesmo nesses casos, o acompanhamento ajuda a evitar o encurtamento progressivo da panturrilha.

Sinais de alerta

Possíveis causas

Além da forma idiopática, a marcha na ponta dos pés pode estar associada a encurtamento do tendão de Aquiles, a condições neurológicas como a paralisia cerebral leve, a doenças neuromusculares e a alterações do neurodesenvolvimento, como o transtorno do espectro autista. Por isso a avaliação inclui um exame neurológico e ortopédico completo.

Como é a avaliação

O ortopedista pediátrico observa a criança andando e correndo, mede a amplitude de movimento do tornozelo, avalia força, tônus e reflexos e investiga a história do desenvolvimento. Vídeos gravados em casa ajudam muito. Em casos selecionados, a análise de marcha detalha o padrão e orienta o tratamento.

Tratamento

Depende da causa e da rigidez do tornozelo: observação, alongamentos e fisioterapia, órteses, gessos seriados, toxina botulínica e, em casos específicos, cirurgia de alongamento. O objetivo é permitir um apoio confortável e eficiente do pé.

Em resumo: no início da marcha, andar na ponta dos pés costuma ser passageiro. Se persistir, for de um lado só ou vier com outros sinais, vale a avaliação.

Conteúdo informativo, que não substitui a consulta médica. Diagnóstico e tratamento dependem de avaliação individual.

Dr. Leonardo Cury Abrahão
Sobre o autor

Dr. Leonardo Cury Abrahão

Ortopedista e traumatologista com especialização em ortopedia pediátrica e atuação em neuro-ortopedia infantil em Belo Horizonte. CRM-MG 32435 · RQE 16977. Conheça a trajetória ou veja as dúvidas frequentes.

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